Sunday, November 19, 2006

2 Bicudos

Parte I
Tem artefatos que facilitam a vida da gente, e muito. Internet, por exemplo, nos poupa do trabalho de ter de ligar para saber onde as pessoas vão. A gente descobre tudo em meia dúzia de cliques.
Só não descobri ainda por que diabos me bateu essa uruca tão violenta desde ontem.
Olha, o que eu senti não desejo pra ninguém. A iminência de uma desgraça qualquer bateu no meu ombro ontem à noite e ficou me azucrinando, dando uma folga de leve para passar o começo da manhã e voltando com tudo depois. Dor no peito, taquicardia, suor frio.
Difícil foi ver que eu não era a única angustiada da noite ontem. Outra pessoa veio me dizer que estava com a nítida sensação de que tinha algo errado acontecendo. Ai, ai, ai.
APARECE DUMA VEZ.

Parte II
Eis que ando me sentindo a Dona Flor. E não, não é tão divertido quanto pode parecer à primeira vista. Principalmente porque os sujeitos se conhecem, literalmente, há décadas. Confio no acaso e na sorte. Vamos ver.

Parte III
Ele é tudo o que eu não quero pra mim.
Além das características físicas que desde que o mundo é mundo não são o meu tipo, o sujeito fuma desbragadamente, não sossega em casa um segundo sequer, é absolutamente incapaz de ser fiel a alguma coisa (qualquer coisa) por mais de cinco segundos e, dentre outras asneiras, não faz a menor idéia do que a expressão "Eminência Parda" queira dizer. Para meu total desespero.
Mas ainda assim, uma comissão formada por uma meia dúzia de pessoas e aumentando está convencida de que há que rolar alguma coisa.
Ontem ouvi o cúmulo: você é a mulher da vida dele! Vindo de quem passou a noite na minha casa, é algo preocupante.

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